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AVC Isquêmico e Hemorrágico! Qual a diferença?

21 setembro de 2018

Uma das doenças mais temidas e a segunda que mais mata no Brasil é o AVC (Acidente Vascular Cerebral). Os números apresentam um panorama preocupante: o AVC mata mais que os acidentes. No Brasil, para se ter uma ideia, foram registradas 100 mil mortes por AVC em 2015. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), nesse mesmo ano, no mundo todo, 6,2 milhões de pessoas foram vítimas de AVC, contra 1,3 milhão de pessoas que morreram em virtude de acidentes.

Ainda falando em números, para o futuro, as projeções não são otimistas. Estima-se que, em 2030, o número de mortes por AVC possa chegar a 7,8 milhões de pessoas. Portanto, essa é uma doença muito grave, e é importante termos acesso ao máximo possível de informações.

Uma dúvida frequente refere-se aos seus subtipos – o Isquêmico e o Hemorrágico. Muitas pessoas confundem as classificações e não compreendem as diferenças e nem as semelhanças.

Vamos tentar entender?

AVC Isquêmico: o tipo mais comum

O AVC Isquêmico é o tipo mais recorrente e acomete 80% dos pacientes. Ele ocorre quando há falta de circulação de sangue em uma região do cérebro, por obstrução de vasos sanguíneos. Essa interrupção ocorre por pouco tempo e, por esse motivo, o AVC Isquêmico, também chamado de Isquemia, pode levar à morte se o paciente não for socorrido imediatamente.

Alguns sintomas são até conhecidos, como boca torta e tontura, além de dores de cabeça muito fortes, perda da força muscular e visão, formigamento em um dos lados do corpo, fala comprometida, dormência na face, braço e perna.

AVC Hemorrágico: o tipo mais grave

O AVC Hemorrágico é conhecido por ser o mais grave, porém acomete entre 10% e 15% dos pacientes. Ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, provocando hemorragia. Tal sangramento degenera o tecido nervoso, levando a danos irreversíveis nos casos menos graves e até à morte, nos mais graves.

Os sintomas são: fortes dores de cabeça, edema cerebral, pressão intracraniana, náuseas e vômitos, além de dormência nas mãos, pernas e braços, perda da coordenação e alguns dos sintomas neurológicos semelhantes aos do AVC Isquêmico.

Fatores de risco

AVC Isquêmico: A isquemia acomete em maior número pessoas mais velhas ou com diabetes, hipertensão arterial, colesterol, fumantes e etilistas.

AVC Hemorrágico: Este tipo costuma ocorrer em pessoas com excesso de peso, etilistas, fumantes, sedentários e também em jovens.

O AVC, em seus dois subtipos, pode ocorrer mais em homens do que em mulheres. A situação pode se inverter caso a doença acometa mulheres na terceira idade. Isso se explica talvez pelo fato de as mulheres viverem mais e o AVC ocorrer mais em pessoas com idade avançada.

No entanto, pesquisas apontam que mulheres que fizeram uso excessivo de anticoncepcionais são mais suscetíveis a ter um AVC.

Tratamento

Isquêmico: Alguns medicamentos são utilizados para recuperação do fluxo sanguíneo, como injeção intravenosa de ativador do plasminogênio dos tecidos. Além disso, é indicado o acompanhamento de um fisioterapeuta para o restabelecimento dos movimentos e o tratamento de sequelas.

Hemorrágico: Neste tipo, o mais indicado é a realização de cirurgia para estancar o sangue derramado no cérebro, remoção do coágulo que causou a lesão e diminuição da pressão no cérebro. Para o tratamento clínico, recomenda-se o uso de medicamento para conter a pressão alta, além da fisioterapia para recuperação de lesões, sequelas e mais qualidade de vida.