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Conhece a Síndrome de Wolff-Parkinson-White? Saiba de 8 sintomas!

18 janeiro de 2019

Nome complicado, não é? Mais há uma explicação! A síndrome levou esse nome porque foi descoberta em 1930 pelos médicos Louis Wolff, John Parkinson e Paul White. A WPW, como é chamada, é uma doença cardíaca congênita em que os portadores possuem uma via anômala que transmite impulsos elétricos adicionais entre os átrios e os ventrículos. A via adicional, na verdade, é uma alteração genética muito rara que acomete 1 a cada 1.000 nascidos, portanto afeta apenas 0,1% da população. Como é uma síndrome congênita, ela está presente nos indivíduos desde o nascimento e pode ser diagnosticada dos 11 aos 50 anos.

Em resumo, pacientes com WPW possuem uma via adicional no coração que não permite o isolamento elétrico entre os átrios (câmaras superiores do coração) e os ventrículos (câmaras inferiores). Isso acaba por gerar impulsos elétricos extras entre essas duas partes do coração, provocando taquicardia, ou seja, batimentos cardíacos extremamente acelerados. Se a doença não for tratada ou diagnosticada, pode levar à morte súbita em casos de exercícios físicos excessivos.

Eletrocardiograma: diagnóstico mais eficiente!

A doença pode ser diagnosticada mais facilmente por meio de eletrocardiograma, por ser um exame que registra a atividade elétrica do coração. Além disso, o diagnóstico pode ser feito por meio de radiografia do tórax ou por uso do Holter 24 h, dispositivo que monitora a atividade cardíaca dos pacientes durante um determinado intervalo de tempo.

Sintomas

A doença pode ser na maioria das vezes assintomática e passar a ser percebida por meio de eletrocardiogramas de rotina ou mesmo depois que o paciente começa a apresentar arritmia com o avanço da idade. Por isso, é importante se atentar aos principais sintomas, que geralmente estão relacionados à ocorrência de taquicardia. Aqui estão oito deles:

  • Ansiedade
  • Dores no peito
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Desmaios
  • Fraqueza
  • Palpitações ocasionais ou duradouras
  • Baixa tolerância à prática de exercícios físicos

Como tratar a Wolff-Parkinson-White?

Existem pelo menos duas formas de tratamento da síndrome: medicamentos e cirurgia. O tratamento medicamentoso pode ser feito com Verapamil ou Adenosina, que são usados via intravenosa e interrompem a ocorrência de arritmia. Para evitar a frequência da aceleração cardíaca, esses medicamentos precisam ser utilizados por tempo indeterminado, o que causa desconforto aos pacientes.

Há uma solução mais definitiva, que seria a realização de ablação cardíaca, procedimento com taxa de sucesso de 95% e feito por meio de cateterismo, ou seja, é menos invasivo.

Aos 5% restantes, em que nem a ablação resolveria, o mais recomendado é a cirurgia invasiva em que é preciso realizar a abertura do tórax.

Se tiver acompanhamento pelo cardiologista desde que seja detectada a síndrome, as chances de agravamento do quadro clínico são baixas e existem outras possibilidades de tratamento que podem ser indicadas por seu médico.