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Dieta irregular eleva o risco de morte em infartados? Entenda!

24 maio de 2019

Hábitos irregulares, como jantar tarde e pular o café da manhã, podem ser fatais em vítimas de infarto agudo. Isso é o que diz estudo publicado pelo cardiologista Guilherme Neif em uma das mais respeitadas revistas científicas de cardiologia do mundo, a European Journal of Preventive Cardiology, da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC).

A pesquisa descobriu que pessoas vítimas de infarto agudo e que adotavam hábitos alimentares irregulares tinham uma probabilidade de quatro a cinco vezes maior de morrer e de ter outro ataque cardíaco ou angina (dor no peito), durante a internação e 30 dias após a alta hospitalar.

Dados que preocupam

No universo de pacientes que morreram, 58% não tomavam o café da manhã, 51% jantavam tarde e 41% adotavam os dois hábitos combinados. O estudo incluiu 113 pacientes com idade média de 60 anos, sendo 73% deles homens. Os pacientes foram questionados sobre os comportamentos alimentares na admissão em uma unidade de terapia intensiva coronariana.

Qual seria a dieta ideal?

Não existe uma fórmula perfeita ou uma dieta ideal. O médico Guilherme Neif explica: "O mais indicado é evitar açúcar, produtos industrializados em geral e adotar a chamada 'dieta do mediterrâneo', que é crucial na proteção contra doenças cardiovasculares e muito rica em vegetais, legumes, carnes brancas, oleaginosas, frutas e carboidratos integrais”.

Vida mais saudável

A publicação do estudo teve repercussão internacional. A pesquisa foi destaque em pelo menos 59 meios de comunicação de países da Europa, Ásia, Oceania e América do Norte. O médico Guilherme Neif tem uma explicação para tanta repercussão: a busca por uma vida mais saudável. “Pela primeira vez trazemos um estudo que levanta a hipótese de que não só a qualidade da dieta influi na ocorrência de doenças cardiovasculares, mas, sobretudo, o horário dessas refeições. Espero que a pesquisa possa contribuir para a diminuição dos casos de óbito por infarto, que, no Brasil, já chegam a 85,9 mil/ano, segundo dados do Ministério da Saúde de 2017”, pondera.