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É verdade que é fácil diagnosticar a hanseníase? Saiba mais!

25 janeiro de 2019

Hanseníase. O que você realmente sabe sobre essa doença? Muito pouco, não é? Há vários mitos em torno dela e um deles é o de que é fácil realizar o diagnóstico. Infelizmente, isso não é verdade. A doença é extremamente difícil de ser identificada. Isso porque, segundo a SBH (Sociedade Brasileira de Hansenologia), menos de 50% dos casos são diagnosticados por meio de exames de laboratório. O ideal, de acordo com o Ministério da Saúde e a SBH, é que o paciente faça o exame clínico e dermatoneurológico, por ser mais seguro para descobrir se ele tem hanseníase.

Como saber se estou com hanseníase?

Causada pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase acomete a pele e os nervos periféricos e pode levar à incapacidade física em casos mais extremos. Os sintomas mais clássicos são manchas esbranquiçadas sem sensibilidade em qualquer parte do corpo, formigamento nos pés e mãos, sensação de choque, febre, edemas, dores nas juntas, ressecamento nos olhos, dentre outros.

E a transmissão? Como ocorre?

A doença pode ser transmitida por tosse e espirro e por convívio próximo e prolongado com pacientes doentes que não tenham feito o tratamento adequado. A hanseníase costuma demorar a se manifestar. Em média, a pessoa pode desenvolver a doença de 2 a 7 anos após ter sido infectada.

Tem cura?

Se diagnosticada precocemente, a doença tem cura sim. Um dos tratamentos aplicados é a poliquimioterapia (PQT), que é uma associação dos medicamentos que matam o bacilo e impedem a evolução da doença. Por isso, é importante que o doente faça esse tratamento. Dessa maneira, as chances de ele transmitir a hanseníase serão bem menores. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o Brasil. Além disso, o paciente é atendido por uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, fisioterapeutas e dermatologistas.
No começo do tratamento, a doença deixa de ser transmitida, no entanto, é importante que familiares que tenham convívio diário com o doente passem também por avaliação médica.

Janeiro Roxo

Como forma de promover a conscientização e a prevenção da doença, foi instituído, em 2009, o Dia Nacional de Combate à Hanseníase -- o último domingo de janeiro. Por esse motivo, o Ministério da Saúde elencou este mês como período para a realização de ações de conscientização em todas as unidades de saúde do Brasil, com distribuição de informativos e cartazes com todas as informações sobre a doença. No Brasil, segundo dados de 2016, mais de 25 mil pessoas sofrem com hanseníase, o que representa 12% dos casos em todo o mundo.