fbpx
Menu

Engenheiro, 62 anos, Ciclista e Dançarino

19 julho de 2019

O engenheiro relatou que há seis meses passou a sentir fadiga ao andar de bicicleta e fazer dança de salão.

O desconforto aumentou aos poucos e, nos últimos dois meses, o impediu de realizar esforços maiores.

Com 62 anos de idade, ainda ativo, era hipertenso havia dez anos e diabético insulinodependente desde os 30 anos. Fazia acompanhamento e usava regularmente as medicações.

Na última semana, teve episódio de lipotimia e procurou o serviço de pronto-atendimento, foi examinado e realizou-se ECG, que mostrou “alterações”, sendo pedida a internação para elucidação diagnóstica.

A) Exames laboratoriais de relevo:

Ureia: 110 mg/dL

Creatinina: 1,6 mg/dL

Hemoglobina: 8 g/dL

Hematócrito: 26%

B) Monitorização cardíaca: complexos QRSs muito reduzidos de amplitudes (necessitou-se programar o traçado para 4N).

C) EcocardioDöppler colorido

D) Tomografia do tórax

 

E) Monitorização da pressão intra-arterial média (PAM): ondas com amplitudes variáveis (bem menores durante a inspiração).

O diagnóstico do derrame pericárdico, levando ao tamponamento pericárdico, é iniciado no exame físico com a tríade turgência jugular patológica a 45º, bulhas muito hipofonéticas e hipotensão arterial.

O ECG poderá mostrar taquicardia sinusal, complexos QRSs difusamente de baixas amplitudes e alternância elétrica dos complexos.

A monitorização hemodinâmica evidenciará o pulso paradoxal, ou seja, a diminuição importante da pressão sistólica durante a inspiração (maior que 10 mmHg quando comparada com a pressão sistólica basal). Isso decorre do efeito Bernheim invertido associado ao menor fluxo pulmonar para o ventrículo esquerdo pela diminuição do retorno venoso durante a inspiração.

O engenheiro teve o derrame pericárdico devido à doença renal crônica, secundária à hipertensão arterial e ao diabetes mellitus.

Ele passa bem, após a pericardiocentese e a normalização da pressão arterial, dos níveis glicêmicos e da proteção renal.