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Estou infartando e agora

Estou infartando. E agora?

14 maio de 2018

O infarto agudo do miocárdio e a angina do peito são os temais centrais deste livro, no qual detalho, por meio de crônicas, a evolução clínica de vários pacientes que atendi desde antes de ser médico, há quase quatro décadas.

Acumulei grande experiência no diagnóstico e na conduta médica nestes casos, desde os tempos de estudante de Medicina, na Universidade Federal de Juiz de Fora e, depois, durante a residência médica em clínica médica e cardiologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), além dos plantões semanais na Unidade Cardio-intensiva do Hospital Federal do Andaraí (onde atuo até hoje) e no pronto-socorro do Hospital Estadual Carlos Chagas, no Rio de Janeiro.

Causou-me grande impacto, muito jovem, aos 23 anos de idade (ainda na universidade), o caso clínico do Senhor Rodolfo (descrito no livro), que ajudou a consolidar na minha mente o amor e o genuíno interesse pela cardiologia.

Através destes relatos, quero ensinar aos pacientes e seus familiares a respeito da cascata de sinais e sintomas que ocorrem na síndrome coronariana aguda, temível condição que acomete as pessoas em idades cada vez mais precoces. Fruto do stress e do aborrecimento pelas terríveis condições de vida dos brasileiros – que sofrem com a burocracia, a corrupção e o atraso do país, minúsculo há séculos – e das doenças que chamo, carinhosamente, de “adubos”, sobretudo a pressão alta, o diabetes mellitus e o tabagismo, situações que levam ao entupimento das artérias coronarianas.

O que as pessoas sentem? O que ocorrerá ao darem entrada na sala de emergência (a abordagem médica, os exames que serão feitos, os medicamentos emergenciais)? O que se passa durante a internação na unidade coronariana e, depois, no quarto ou na enfermaria? Quais serão as opções terapêuticas indicadas por nós, cardiologistas, (medicamentos, angioplastia, stents, cirurgia de peito aberto)?

Detalho as complicações que poderão ocorrer (sobretudo nos três primeiros dias do evento) e o que deverá ser feito após a alta hospitalar (os cuidados, as consultas de acompanhamento, a nova vida após o “tsunami” do ataque cardíaco).

Professor desde os meus 14 anos (no princípio, de Português e Matemática e hoje de Medicina), eu ensino sobre este momento tão perigoso (às vezes fatal), que provoca tantas mudanças na vida das pessoas.
Espero que apreciem.