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O sarampo pode levar à morte? Saiba mais!

30 agosto de 2019

Uma doença que parecia erradicada no Brasil e no mundo, o sarampo pode matar, sim! Em casos mais graves e sem tratamento – em uma proporção de um ou dois em cada mil –, o sarampo pode levar a complicações fatais provocadas por infecções secundárias, potencializadas pelo vírus Morbillivirus, agente causador da doença. Em 2018, a doença voltou a preocupar os brasileiros, pois, segundo o Ministério da Saúde, foram registradas cinco mortes na região norte do país. Isso não acontecia desde 1999. Neste ano, o Estado de São Paulo registrou surto de sarampo com mais de 1,3 mil casos e até estendeu a campanha de vacinação. Além de ser fatal, se agravada e não tratada, a doença pode levar a sequelas graves, como cegueira, surdez, retardo do crescimento e redução da capacidade mental. Por isso, é importante ter a cobertura vacinal adequada e se atentar ao calendário disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde.

O que é o sarampo? É contagioso?

O sarampo é contagioso, sim! Isso porque é uma doença infectocontagiosa provocada por um vírus, o Morbillivirus. Transmite-se por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas por espirro, tosse ou até um beijo. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias.

Febre? Manchas vermelhas? Afinal, quais são os principais sintomas?

Os sintomas que podem aparecer nos primeiros dias são febre, tosse persistente, conjuntivite, coriza e fotofobia. Já entre o 2º e o 4º dia é que aparecem as manchas vermelhas pelo corpo – que não coçam e podem começar a surgir atrás das orelhas – e a prostração. Os sintomas podem se agravar e chegar a otite (infecção nos ouvidos), encefalite, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso e neurológico.

Qual o tratamento?

Não há um tratamento específico para o sarampo, mas sim para amenizar os sintomas. O melhor a fazer é muito repouso, ingerir muito líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna, além de tomar medicamentos antitérmicos para baixar a febre. Por isso, o mais indicado é tomar a vacina e evitar a doença.

Por que o sarampo voltou e como funciona a vacinação?

O sarampo voltou com tudo mesmo. Em 2017, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foram registradas 110 mil mortes em todo o mundo provocadas pelo sarampo.

No Brasil, um dos problemas apontados é a cobertura vacinal da doença que está abaixo do patamar ideal, que é de 95% ou mais. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, a cobertura da vacina tríplice em crianças de um ano de idade foi de 90,8% e, em 2015, havia chegado a 96,7%. Alguns dos motivos para esse quadro de rejeição à vacina são explicados por: medo da população de possíveis reações à imunização; falta de informações sobre as campanhas e os calendários de vacinação para adultos e idosos; sensação falsa de segurança, já que até alguns anos atrás a doença estava controlada; fake news; e grupos com perfil antivacina.

A melhor arma contra o sarampo é a informação!

Procure se informar por meio de órgãos oficiais do Sistema Único de Saúde, que disponibiliza a vacina gratuitamente. A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade e faz parte da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola). Além disso, aos 15 meses de idade, as crianças precisam tomar a tetra viral (que é contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Já a segunda dose deve ser tomada entre os 12 e os 19 anos. Fique atento ao calendário vacinal disponibilizado pelo Ministério da Saúde e não deixe de levar seu filho para imunização.

Quem não pode tomar a vacina?

Há contraindicação da vacina para mulheres grávidas, transplantados ou pessoas que estejam com o sistema imunológico deprimido. Já para quem tem mais de 60 anos, o mais indicado é consultar um médico. Alérgicos devem procurar um médico ou serviço de saúde para saber se podem ser imunizados.

Os efeitos colaterais da vacina são leves!

Não tenha medo da vacina. Na maioria das pessoas, os efeitos colaterais costumam ser leves e de curta duração. As reações mais comuns são dor e vermelhidão no local da aplicação, além de febre.