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O Teste do Pezinho identifica quais doenças? Saiba mais!

06 junho de 2019

O Teste do Pezinho tem tanta importância, que é obrigatório em todo o Brasil e precisa ser feito nos bebês recém-nascidos antes da alta hospitalar. A obrigatoriedade não é à toa. O teste, que é um exame rápido no qual gotinhas de sangue são retiradas do calcanhar do bebê, ajuda a diagnosticar ou mesmo impedir o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que possam progredir para deficiência intelectual e prejudicar muito a qualidade de vida.

Um balanço feito em 2016 pelo Ministério da Saúde indicou que pelo menos 80% das crianças recém-nascidas passaram pelo exame, ou seja, 2,4 milhões fizeram o Teste do Pezinho, que identifica pelo menos nove doenças genéticas e congênitas. Com a detecção precoce, torna-se muito mais fácil aplicar um tratamento adequado, evitando o avanço das enfermidades.

Para se ter uma ideia da importância do Teste do Pezinho, criou-se até o Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado no dia 6 de junho.

Por isso, não ignore esse teste, que deve ser feito após 48 horas do nascimento até o 5º dia de vida.

Mas, afinal, quais são essas doenças?

O Teste do Pezinho é feito gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Por isso, não há desculpa para você deixar de fazer o teste em seu filho. Existem dois tipos de teste, o básico e o ampliado. Pelo menos nove doenças podem ser diagnosticadas com a realização desses exames. Vamos a elas?

1) Fenilcetonúria: doença rara, congênita e genética causada pela deficiência de uma enzima do fígado, que transforma a fenilalanina em outro aminoácido chamado tirosina. A doença apresenta, dentre outros sintomas: microcefalia, deficiência e lesão no cérebro, convulsões e hiperatividade.

2) Hipotireoidismo congênito: problema causado pela dificuldade de a glândula da tireoide produzir hormônios suficientes para as necessidades do organismo.

3) Fibrose cística: doença genética que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem muco, suor ou enzimas pancreáticas.

4) Doenças do sangue, como anemia falciforme: alteração dos glóbulos vermelhos, deixando-os com o formato de uma foice. Por isso, falciforme. O que acontece é que essas células rompem com facilidade, causando anemia.

5) Hiperplasia adrenal congênita: doença que provoca diminuição nos níveis de certos hormônios no corpo. Este distúrbio pode ser fatal. Ela ocorre quando as glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, produzem quantidades insuficientes de cortisol (que contribui para que o corpo responda a uma situação de estresse ou infecção) e aldosterona (que ajuda a manter os níveis de sódio e potássio).

6) Deficiência de G-6-PD: a deficiência da Glicose-6-Fosfato Desidrogenase, que é uma enzima presente em todas as células do nosso corpo, torna os glóbulos vermelhos suscetíveis à oxidação, o que pode afetar a hemoglobina. Porém, uma pior reação é a indução à hemólise, destruição prematura das hemácias, o que pode levar à anemia.

7) Galactosemia: doença hereditária caracterizada pela incapacidade do organismo de metabolizar a galactose em glicose. O metabolismo anormal causado pela deficiência de enzimas metabólicas faz com que a galactose fique acumulada no corpo. Os sintomas podem variar e vão desde hipoglicemia até pouco ganho de peso.

8) Leucinose: doença provocada pela falta da enzima de desidrogenase alfa-cetoácida, responsável pelo metabolismo de leucina. A enfermidade causa uma série de sintomas, como convulsões, vômitos e falta de ar.

9) Toxoplasmose congênita: doença que causa deficiência intelectual, microcefalia, convulsões e coriorretinite. A enfermidade provoca calcificações cerebrais no paciente.