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Quais os tipos mais raros de hepatite viral? Saiba mais!

15 julho de 2019

Você sabia que, em 16 anos, o Brasil registrou 66.196 óbitos associados às hepatites virais (A, B, C e D)? Só em 2017, 40.198 novos casos foram registrados no país. Todo esse cenário nebuloso motivou o Governo Federal a instituir, em 2019, por meio da Lei 13.802, uma campanha de conscientização e realização de testes rápidos na rede pública de saúde. Chamada de Julho Amarelo, a campanha é realizada neste mês em menção ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado no dia 28 de julho, e tem por objetivo chamar atenção para os fatores de risco da doença e formas de prevenção, além de estimular as pessoas a tomarem a vacina contra as hepatites A e B e a buscarem o diagnóstico precoce.

Mas, afinal, quais são os tipos mais raros de hepatites virais?

O tipo mais raro de hepatite viral no Brasil é o E. A doença infecciosa é causada pelo vírus VHE e tem ocorrência mais comum em países da Ásia e da África. A transmissão da hepatite tipo E é fecal-oral, ou seja, por contato entre indivíduos ou por meio de água e alimentos que estejam contaminados com o vírus. A maioria das hepatites não apresenta sinais claros. As hepatites virais são, na maioria, doenças silenciosas. No entanto, é bom ficar atento aos sintomas mais recorrentes, como: cansaço, tontura, enjoo ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Os sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após o contágio.

Outro tipo bem raro de hepatite é a HAI (Hepatite Autoimune). Este tipo é causado quando o sistema imunológico não reconhece mais as células do fígado (hepatócitos) e passa a atacá-las. Esse processo causa prejuízo no funcionamento do órgão e sinais como dor abdominal, pele amarelada e náuseas.

É uma doença que acomete mais as mulheres e costuma surgir nos pacientes antes dos 30 anos. Com relação ao tratamento, são indicados medicamentos que possam frear o sistema imune, como corticoides e imunossupressores. Quando os tratamentos não surtem mais efeito, a doença pode se agravar e avançar para cirrose hepática, sendo necessário o transplante de fígado.

Principais formas de prevenção!

A hepatite é uma inflamação do fígado e tem como principal causa a infecção por vírus. No entanto, outros fatores de risco estão associados, como uso de alguns tipos de remédios, de álcool e drogas, além das doenças autoimunes, como já foi dito.

Existem mais quatro tipos de hepatites virais que são mais comuns no Brasil e cada uma delas possui uma maneira de transmissão ou prevenção específica. Acompanhe:

Hepatite tipo A: causada pelo vírus A (VHA) e transmitida por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados com o vírus.

Como prevenir: lavar as mãos, melhorar a higiene, consumir água tratada, evitar contato com locais onde há esgoto a céu aberto ou riachos e enchentes com água contaminada.

Hepatite tipo B: causada pelo vírus B (HBV) é também chamada de soro-homóloga e é sexualmente transmissível, pois o vírus HBV está presente no sangue e no esperma.

Como prevenir: não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicate de unhas.

Sempre usar camisinha nas relações sexuais. É preciso muito cuidado também ao fazer tatuagens e piercings; procure um profissional especializado que esterilize os equipamentos.

Hepatite tipo C: causada pelo vírus C (HCV) é também chamada de “hepatite não A ou não B”. Como acontece com a hepatite B, o vírus está no sangue e é sexualmente transmissível.

Como prevenir: evitar compartilhamento com outras pessoas de objetos que tenham tido contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Evitar uso excessivo de álcool e de drogas injetáveis. Usar sempre preservativos nas relações sexuais e utilizar cachimbos, seringas e agulhas descartáveis.

Hepatite tipo D: causada pelo vírus D (VHD) é também chamada de Delta. Este tipo da doença depende da presença do vírus tipo B para infectar a pessoa, portanto as formas de transmissão são semelhantes.

Como prevenir: as formas de evitar a doença são as mesmas da hepatite tipo B.