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Qual a diferença entre acne e rosácea?

06 julho de 2018

A Copa do Mundo domina os noticiários nas últimas semanas. Além das eliminações inesperadas de equipes que já ergueram a taça, chamou a atenção, fora de campo, a vermelhidão no rosto do goleiro da seleção brasileira, Alisson Becker, de 25 anos. Embora muitos tenham pensado em acne, e o próprio jogador tenha brincado com o fato, dizendo que está na puberdade, especialistas apontam a rosácea como sendo a responsável pelo problema.

Mas, afinal, qual a diferença entre as duas doenças?

Rosácea

Rosácea é uma doença crônica, não infecciosa, que se manifesta principalmente no centro do rosto, expandindo-se, as vezes, pelas bochechas, nariz, testa e queixo. Caracterizada pela dilatação dos vasos, pode causar calor e ardência, além de ressecamento da pele. Em 50% dos casos, surge uma lesão nos olhos com sintomas parecidos com os de uma conjuntivite.

O problema afeta mais os adultos entre 30 e 50 anos e embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens apresentam formas mais graves da enfermidade. A doença não tem uma causa definida, mas as crises costumam ter como gatilhos estresse, exposição ao sol e ao vento, mudança de clima e alimentação, todas as condições que o goleiro viveu nesta Copa do Mundo.

A doença não tem cura definitiva e o tratamento varia de acordo com a evolução do caso, podendo ser tópico (local), sistêmico (com antibióticos por via oral), ou cirúrgico, por meio da utilização de laser, eletrocirurgia e dermoabrasão.

O mais importante é evitar os fatores que favorecem a manifestação da rosácea, como a exposição ao sol, banhos quentes e mudanças bruscas de temperatura. Nunca se automedique e procure o médico sempre que os sintomas se agravarem.

Acne

Já a acne é uma inflamação das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos, ou seja, surge quando há um acúmulo de sebo no folículo. Não é propriamente uma doença de pele. Suas causas, geralmente, são hormonais, sendo mais comum na adolescência. Pode, ainda, ter ligação com alimentação, suplementos e infecção por bactérias.

Os principais sintomas são cravos, pústulas (lesões com pus), nódulos e cistos que podem atingir camadas mais profundas da pele, deixando cicatrizes e causando dor.

O tratamento também varia de acordo com os graus da infecção, podendo ser tópico ou oral. O importante é nunca tentar espremer os cravos e espinhas e procurar um especialista assim que os sintomas surgirem.