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Saiba como cuidar de pessoas com demência

10 agosto de 2018

Para manter uma boa comunicação com o idoso com algum tipo de demência, é preciso fazer um exercício diário de paciência e dedicação. Criatividade e objetividade podem ajudar muito a tornar a convivência mais agradável e menos conflituosa. O cuidador de uma pessoa com uma doença degenerativa precisa auxiliar o doente a manter a sua autonomia pelo maior tempo possível. Cuidar não é fazer pelo outro e, sim, estimular a pessoa a continuar executando as tarefas do cotidiano.

Mas como lidar com as perguntas repetitivas?

Primeiro, é preciso entender que o idoso repete a mesma pergunta por insegurança com o que ocorre ao seu redor. Na maioria das vezes, ele só quer ser tranquilizado e a informação é o que menos importa. Por isso, responda com frases curtas e, se a repetição persistir, desvie do assunto propondo alguma distração, como um lanchinho ou o convite para auxiliar em alguma tarefa na cozinha ou no quintal.

Como agir na hora das refeições?

Para evitar estresse num momento tão importante do dia, aqui vão algumas dicas: mantenha o ambiente calmo, sem interferência de eletrônicos, como rádio e TV, e inclua no cardápio os pratos preferidos do idoso, principalmente refeições que tenham alguma relação com a sua memória afetiva. Comer junto com o paciente também oferece a ele a oportunidade de observar como você come, como segura os talheres e corta os alimentos, reavivando a memória dele e possibilitando, assim, que ele imite seus atos.

O que fazer com as acusações infundadas?

Uma pessoa com alguma demência tem um declínio da sua função cognitiva e nem sempre consegue se lembrar do local onde guarda as coisas. Claro que ninguém gosta de ser acusado injustamente, mas é preciso lidar com a situação sem se ofender. Ouça tudo que ele deseja expressar e tente tirar o foco do problema. Discutir e rebater as acusações só vão criar mais conflito. Ajude-o a procurar o objeto perdido. Outra solução é ter itens duplicados dos objetos que costumam “desaparecer” com mais frequência.

O que fazer quando ele pede para ir para casa e já está em casa?

Nessa hora é preciso ser criativo e, novamente, lembrar que o mais importante é confortá-lo e fazê-lo se sentir seguro. Criativo porque nem sempre a resposta que funcionou da primeira vez vai dar certo agora. Evite explicações, como “já estamos em casa”, ou dizer que faz umas semanas que ele se mudou. O melhor é concordar e dizer que irão em breve, assim que você terminar alguma tarefa corriqueira, como lavar os pratos. Lembre-se, mantenha o tom de voz baixo e use o toque, como um aperto de mão ou um abraço, para acalmá-lo. Outra estratégia é pedir para que ele conte um pouco sobre sua casa ou perguntar o que ele pretende fazer ao chegar lá.

Estimule o idoso a manter hobbies

Uma forma de reduzir a frustração dos pacientes é estimulando a prática de antigos hobbies. Tocar um instrumento, como piano ou violão, cozinhar ou promover atividades de artesanato são excelentes estímulos mentais que ajudam, ainda, a melhorar o humor do paciente e colaboram para a sua socialização.

Lembre-se, ao falar com o paciente, seja atencioso e mostre interesse pela sua conversa e pelos seus sentimentos. Seja claro e objetivo, preferindo frases curtas e simples. Nunca use expressões como “você se lembra de mim?” ou “o que vamos comer hoje?”. O melhor é se apresentar “sou fulano” e usar perguntas que possam ser respondidas com sim ou não. Dê orientações objetivas e pergunte uma coisa de cada vez, de maneira calma e tranquila. Olhe nos olhos dele e use gestos positivos, como sorrisos e carinhos. Melhor do que palavras, o contato físico com a pessoa que desenvolveu alguma demência chega ao cérebro afastando sentimentos de rejeição e insegurança.

A tarefa de um cuidador não é fácil e a carga emocional pode ser realmente muito pesada. Por isso, procure orientação médica, tenha ajuda profissional e lembre-se que a rotina é a sua melhor aliada.