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Saúde bucal e a relação com as doenças do coração

27 julho de 2018

Embora mais da metade dos brasileiros já tenha tido cárie alguma vez na vida, o problema não pode ser visto como algo trivial. Além de um bom hálito e um sorriso bonito, cuidar da higiene bucal pode significar também a garantia da boa saúde do coração.

Estudos comprovam que uma boca malcuidada pode até matar. Bactérias que habitam a boca, como estreptococos, estafilococos e enterococos, podem provocar muitos danos se forem parar no coração. Isso ocorre quando uma gengivite é desprezada e acaba se transformando em uma periodontite, doença que compromete todos os tecidos ao redor dos dentes (periodonto).

Essa inflamação grave da gengiva causa sangramento, mau hálito, perda de paladar, amolecimento e até queda dos dentes em função da retração da gengiva. Todo estes quadro abre espaço para a bactéria “cair” na circulação sanguínea por meio de qualquer mínima lesão na boca.

Chegando ao coração, ela desencadeia a endocardite bacteriana, inflamação do endocárdio, membrana que reveste a parede interna do órgão, e das válvulas cardíacas, principalmente se elas já possuírem algum defeito ou próteses (stent/marca-passo). Se não for tratada, coágulos afetados podem ser carregados pelo sangue e atingir outros órgãos, como rins, pulmões e o cérebro, aumentando os riscos de insuficiência renal aguda, embolia pulmonar e AVC, podendo levar o paciente à morte.

Sintomas

A endocardite tem sintomas semelhantes aos de outras doenças cardíacas, como sopro (batida fora do ritmo), febre alta, calafrios, suores noturnos, inchaço nos pés, pernas e abdômen, dor no peito, nos músculos e nas articulações. Podem surgir, ainda, petéquias (manchas avermelhadas na pele e no branco dos olhos), aumento do baço, fadiga intensa e falta de apetite.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de exame físico, análise do sangue (hemocultura) e exames de imagem (ecocardiograma, tomografia e ressonância magnética). O objetivo é confirmar a presença da bactéria e verificar a existência de lesões e coágulos no coração.

O tratamento contra a endocardite bacteriana deve ser iniciado assim que a suspeita for levantada e mesmo antes da confirmação, devendo ser realizado em ambiente hospitalar, já que exige doses altas de antibióticos, por via endovenosa, durante várias semanas.

Depois de todos esses detalhes sobre uma doença que pode trazer sérias consequências e é evitável, melhor caprichar na escovação e usar sempre o fio dental após as refeições e antes de dormir. Outra dica: reduza a quantidade de açúcar, abandone o fumo, se for o seu caso, e procure o dentista pelo menos uma vez ao ano. Se houver histórico familiar de gengivite e doença periodontal, redobre os cuidados.

Então, fica a dica: para proteger o seu coração, comece cuidando da saúde da sua boca. Não é só uma questão de estética!