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Três fatores que contribuem para o aumento da incidência de HIV em idosos! Confira!

07 dezembro de 2018

Aumento da presença do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) em idosos? Pode parecer incrível, mas, nos últimos 10 anos, o número de casos de AIDS em pessoas da terceira idade cresceu 103%. E os números só têm piorado! De 2014 para 2015, houve aumento de 51,16%. Para o futuro, o panorama não é animador e a previsão é que, em 2030, se nada for feito, 70% das pessoas com mais de 60 anos terão a doença.

Um dos principais fatores para a proliferação da doença nessa faixa etária e que trazemos neste post é o silêncio sobre questões sexuais na terceira idade. Muitos idosos têm receio de falar sobre o assunto e até de usar camisinha nas relações sexuais, achando que isso não é mesmo necessário.

No Dia Internacional de Combate à AIDS, celebrado no último dia 1º de dezembro, esse debate ganhou os alto-falantes e teve mais espaço. A data foi criada no Brasil em 1988 e tem por objetivo, no mundo todo, disseminar informações sobre a AIDS e acabar de vez com o preconceito e a discriminação.

1) O tabu em relação ao uso de preservativos

Entre os mais jovens, de idade entre 14 e 29 anos, o uso de preservativos já é uma prática comum. Já entre os idosos com idade acima de 60 anos, usar camisinha ainda é um tabu. Assim como falar abertamente de sexo. Muitos, quando eram jovens, não tinham esse hábito, até porque a doença teve seu auge nos anos 80 e o uso de preservativos intensificou-se mesmo a partir dos anos 90. Além da AIDS, ainda existe o risco, principalmente entre os homens, da infecção de outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como sífilis, gonorreia e outras.

2) O Viagra e o redescobrimento do sexo entre idosos

Com o aumento do número de medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra, criado há 20 anos, o sexo entre pessoas com idade acima de 60 anos cresceu ainda mais. Para se ter uma ideia, o remédio já alcançou a marca de 65 milhões de prescrições médicas. Tal panorama quebra paradigmas e tem contribuído para o redescobrimento do sexo e o aumento do número de parceiros sexuais nessa faixa etária.

3) Falta de políticas públicas

Atualmente, os esforços das campanhas de conscientização são voltados para homossexuais, profissionais do sexo, pessoas transgêneras, usuários de drogas injetáveis e presidiários. Muito pouco é feito para alertar os idosos da necessidade do uso de camisinha, por exemplo. E para piorar, existe ainda outro problema, que é a agressividade da doença. O HIV é muito mais agressivo em pessoas da terceira idade, pois causa lesões mais diretas no fígado e rins.

Outro ponto é a falta de diálogo dos profissionais da saúde com pessoas da terceira idade, também por tabu. Esse silêncio faz com que não sejam solicitados mais exames de testagem sanguínea para saber se o paciente é soropositivo, o que dificulta ainda mais a prevenção.